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5 para a meia noite – uma revolução no humor


A RTP 2 apostou recentemente num programa com um novo formato televisivo. O 5 para a meia-noite pode ser visto de segunda a sexta-feira e o horário não é preciso anunciar.

Distingue-se de outros programas por ter cinco apresentadores, um para cada dia da semana, todos eles nomes sonantes no panorama do humor e da televisão nacional. Filomena Cautela inicia a semana e a ela segue-se Fernando Alvim, às terças-feiras. A meio da semana chega Nilton e a sua rubrica “Eu amo você”. Pedro Fernandes é o apresentador das quintas-feiras e, para fechar igualmente bem a semana, a sexta-feira é o dia de Luís Filipe Borges.

Num cenário descontraído, divertido e acolhedor, todos os dias, os apresentadores levam ao programa convidados, onde a conversa animada é acompanhada de vários sketchs e outros momentos de humor, proporcionados pelos "actores de serviço".

No início de cada semana, é lançado um novo verbo, que servirá de temática aos programas. De “mexericar”, passando por “aperalvilhar” ou mesmo “lucubrar” e "vampirizar", são muitos os verbos bem originais que vão surgindo.

Quando se fala no 5 para a meia-noite, não se pode deixar de falar também de Dona Helena, a empregada de limpeza do programa, conhecida pelas diversas aparições no 5, por vezes a dar com uma garrafa de água de litro e meio em António Raminhos e a declamar a sua mais conhecida frase "Alevanta-te Ca****". Actualmente, já tem uma legião de fãs, que até lhe criou um twitter (http://twitter.com/donahelena).

O 5 para a meia-noite é um programa bastante interactivo. No seu site (http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/5meianoite/), cada um dos cinco apresentadores tem um blog, onde publica regularmente desde vídeos, a fotos e outras novidades. Há ainda um chat, sempre muito concorrido, que abre todas as noites, um pouco antes do início do programa.

O 5 para a meia-noite está também presente no twitter, onde os cinco apresentadores comunicam com os fãs, convidam-nos para assistirem ao programa, lançam os desafios, pedem perguntas para os convidados, etc.

Para além da emissão televisiva, no site do 5 para a meia-noite há também a hipótese de assistir ao programa através da webcam que se encontra no estúdio.

Apesar de ter poucos meses, o 5 para a meia-noite tem já muitos fãs, prova disso é o blog que um grupo de jovens criou (http://5meianoitefanclub.blogspot.com/), e já se revela um sucesso. O público presente nos directos é outra das marcas desse sucesso. Na última sexta-feira, estiveram a assistir no pequeno estúdio mais de 50 pessoas.


Texto de: Inês Moreira Santos
Fotos de: Inês Moreira Santos e Isabel Cunha

Reportagem - Raúl Solnado: 1929 - 2009


Brilhou no teatro, no cinema, na televisão e revolucionou o humor em Portugal. No passado dia 8 de Agosto, o país despediu-se de um dos seus maiores artistas. Raul Solnado faleceu vítima de doença cardiovascular, aos 79 anos, no Hospital Santa Maria, em Lisboa.
Nascido a 19 de Outubro de 1929, Solnado começou a fazer teatro na Sociedade Guilherme Cossoul. Em 1953, estreou-se no teatro de revista na peça "Viva o Luxo".
Participou em várias peças e em filmes, como por exemplo "Sangue Toureiro" ou "As Pupilas do Senhor Reitor". Raul Solnado adaptou para português o sketch "A Guerra de 1908", de Miguel Gila, e, em 1961, interpretou-o na revista "Bate o Pé", no Teatro Maria Vitória.
Em 1969, surge o programa "Zip Zip", que o humorista criou com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, algo completamente diferente do que se fazia até então. Este programa surge em tempos de censura, e apesar da sua curta duração revolucionou a televisão em Portugal. Ainda na televisão, Solnado distingue-se em programas como "A Visita da Cornélia", "O Resto são cantigas", e na série "Lá em casa tudo bem", por exemplo.
Em 2001, recebeu o prémio carreira Luiz Vaz de Camões, e entre outras distinções que lhe foram feitas, em 2004, recebeu, do Presidente da República Jorge Sampaio, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Até à sua morte, Raul Solnado foi director da Casa do Artista, associação que fundou com o falecido actor Armando Cortez, entre outros. Humorista, actor e apresentador, Solnado apelidou-se a si mesmo de "uma fábrica de rir".

Texto de: Inês Moreira Santos